Domingo, 9 de Outubro de 2005

Delírio

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Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!

Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
Mais abaixo, meu bem! num frenesi.

No seu ventre pousei a minha boca,
Mais abaixo, meu bem! disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci...

Olavo Bilac
publicado por vagueando às 22:10
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4 comentários:
De Anónimo a 14 de Outubro de 2005 às 20:38
Carlos o teu blog está LINDO! Beijo Meu. Tudo de acordo com a sensualidade, o blog do deleite dos cinco sentidos. Parabéns!Maria Papoila
(http://apapoila.blogs.sapo.pt)
(mailto:msantosilva@sapo.pt)


De Anónimo a 10 de Outubro de 2005 às 02:10
Vim agradecer o belo poema que deixaste no meu blog e aproveitei para dar uma revisitada no teu. Lindo e de muito bom gosto não só as imagens como os poemas, que trazem uma sensualidade que acaricia todos os sentidos. Beijos e afagos, com desejos de uma semana inundada de amor. Mily
(http://calunguinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:calunguinha13@hotmail.com)


De Anónimo a 9 de Outubro de 2005 às 22:51
Parabens amor,esta perfeito,lindo,excitante,parabens mesmo.

Gostaria de ter tempo e conexão boa pra comentar todas,uma mais linda que a outra,te adoro,seja feliz,tenha uma semana linda,beijos carinhosos,ANNAANNA
</a>
(mailto:ana.mondadori@terra.com.br)


De Anónimo a 9 de Outubro de 2005 às 22:24
"Quando a obediência se deve ao amor, nada é imoral, obedeçamos ambos"! Beijoeu
</a>
(mailto:carmoroby@hotmail.com)


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